terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dersu Uzala - Debate


Logo após a exibição, o Cineclube Cine em Debate promove um debate sobre o filme Dersu Uzala contando com a presença do professor da UFBA e crítico de cinema, André Setaro, e do professor Ivan Gargur, da F2J. O debate será mediado pela professora Daniela Souza, também da F2J.

Filme: Dersu Uzala
Diretor: Akira Kurosawa
Local: Auditório Cefas Jatobá - F2J
Dia: 23/set (4ª feira)
Hora: 19h00

Dersu Uzala, um filme de Akira Kurosawa


Dando continuidade à programação do semestre, "grandes diretores do cinema", o Cineclube Cine em Debate apresenta em setembro o diretor japonês Akira Kurosawa. Akira deixou uma vasta obra com inúmeros filmes que são hoje reconhecidos como clássicos do cinema internacional, Os sete samurais, Sonhos, Dersu Uzala, entre outros.

Dersu Uzala foi o filme escolhido e será exibido nesta semana. O filme é de 1975, baseado no romance de Vladimir Arsenyev, tendo Kurosawa na direção e no roteiro. Dersu é um camponês mongol que atua como guia de um oficial do exército russo em viagem de exploração na Sibéria. Dersu Uzala salva o militar da morte certa no frio siberiano e este, num gesto de agradecimento, o leva para a cidade. A vida de Dersu vira um transtorno, o choque cultural é imenso, ele não se adapta à vida na cidade, muito diferente do contato direto com a natureza. A luta pela sobrevivência, enfrentando um dos ambientes mais hostis do planeta, possibilita a Kurosawa dirigir algumas das cenas mais bonitas do cinema.



domingo, 20 de setembro de 2009

O Cineclube Cine em Debate participa da 36ª Jornada de Cinema da Bahia

Entre os dias 10 e 17 de setembro aconteceu em Salvador a 36ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia, com atividades no ICBA, no Espaço de Cinema Glauber Rocha, na sala Walter da Silveira (Biblioteca Central da Bahia) e no hotel Sol Victória Marina, onde se realizaram as reuniões.

A Jornada deste ano foi dedicada ao jornalista, sociólogo, engenheiro e escritor brasileiro Euclydes Rodrigues Pimenta da Cunha (Euclydes da Cunha), autor de Os sertões, entre outras obras, quando se comemora o centenário de sua trágica morte, ocorrida numa luta com o tenente Dilermando de Assis, amante de sua esposa. O outro homenageado será o cineasta Roberto Rossellini, considerado o fundador do neo-realismo italiano, que terá suas principais obras cinematográficas exibidas na Jornada.

A programação se completou com o concurso de filmes e vídeos afro-iberoamericanos, uma programação de filmes baianos e uma mostra da produção cineclubista baiana. Os cineclubes baianos, além da mostra audiovisual, fizeram reunião nos dias 15 e 16 tendo como pontos centrais da pauta o direito do público a ver a diversidade das produções audiovisuais brasileiras, bem como a produção mundial não hegemônica, e a se ver na tela, além da organização em uma Federação que inclua os cineclubes da Bahia e de Sergipe. No dia 17 os cineclubes se reuniram com os cineastas independentes, um encontro de quem cria com o público, através dos cineclubes.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Amarcord


Amarcord é um dos principais filmes dirigido pelo cineasta italiano Federico Fellini. É uma produção franco-italiana, de 1973. O título Amarcord é uma referência à tradução fonética da expressão io me ricordo (eu me lembro), usada na região onde o diretor nasceu. O cineasta baiano, Edgard Navarro, deu ao seu primeiro longa-metragem, ganhador de 7 candangos no Festival de Brasília, o título de Eu me lembro, numa clara referência à Fellini. Amarcord venceu o Oscar (EUA) de 1975, na categoria de melhor filme estrangeiro. Nesta mesma categoria e ano foi indicado ao Globo de Ouro (EUA). Em 1976, foi novamente indicado ao Oscar nas categorias de melhor diretor e melhor roteiro original. Venceu nas categorias de melhor diretor e melhor filme no Festival David di Donatello, na Itália, em 1974, e venceu na categoria de melhor filme europeu no Prêmio Bodil, da Dinamarca, em 1975.
A direção de Amarcord é de Fellini, o roteiro é dele e de Tonino Guerra, e a trilha sonora é de Nino Rota. No elenco estão Pupella Maggio, Armando Brancia, Magali Noël e Bruno Zanin.

Cine em Debate - Programação

O Cine em Debate decidiu homenagear os grandes cineastas que fizeram a história do cinema no século XX e início do século XXI, recebendo então a programação o título de: Grandes cineastas.
Para compor esta programação, dado o elevado número de diretores que realmente merecem ser lembrados pela sua excelente contribuição, constituímos uma lista inicial com 32 nomes, entre cineastas falecidos e vivos, em atividade ou não. Como a nossa programação não comporta exibir a todos, fomos obrigados a selecionar aqueles que comporão a programação do semestre.
O primeiro grande diretor a ser exibido será, agora em agosto, o cineasta italiano Federico Fellini.
Você também pode entrar em contato conosco através do nosso correio eletrônico:
cc.cineemdebate.f2j@gmail.com . Desde já, agradecemos sua visita ao blog, bem como suas mensagens enviadas para o nosso e-mail.

Data: 21/ago 6ª feira – 19h00;

Filme: Amarcord;

Diretor: Federico Fellini;

Origem: Itália.

Cine em Debate filia-se ao Conselho Nacional de Cineclubes (CNC)

O Programa Cine em Debate, do Colegiado do curso de Comunicação Social, está em processo de filiação ao Conselho Nacional de Cineclubes (CNC). Desde sua fundação, em março de 2007, o Cine em Debate sempre teve uma estrutura e objetivos que são próprios do Cineclubismo. O CNC, por sua vez, é membro da Fédération International des Ciné-Clubs. Além disto, o CNC participa do Conselho da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC), isto significa que os cineclubes filiados ao CNC contam com um representante nas reuniões do Conselho da SAV.
O cineclubismo está presente no Brasil desde 1928, ou seja, uma presença de 80 anos, e tem por objetivo defender o único - e o mais importante, pois para ele se destina o produto audiovisual - setor da cadeia audiovisual que até pouco tempo não tinha representação junto aos órgãos governamentais: o público.
O CNC, além de reunir e representar os cineclubes brasileiros, também intervém no debate sobre a cultura nacional como, por exemplo, dando sugestões à proposta do MinC de alteração da Lei Rouanet, bem como representando o Brasil em atividades internacionais de cineclubismo como a 1ª Conferência Mundial de Cineclubes, realizada na Cidade do México, em fevereiro.

segunda-feira, 1 de junho de 2009



Flores do amanhã, do diretor chinês Zhang Yang, com roteiro de Zhang Yang e Ca Xiang Jun é um filme de 2005. Zhang Yang é um diretor novo, seguindo a linha sucessória da quinta geração de cineastas chineses (Tian Zhuangzhuang, Chen Kaige, Zhang Yimu) e a geração underground chinesa (Zhang Yuan, Wang Xiaoshuai), a primeira a não acatar as decisões do poder - autorização para filmar, onde filmar, etc. - passando por cima da exigências das autoridades e construindo uma filmografia contra o governo estabelecido.

Zhang Yang aparece no cenário cinematográfico chinês com Banhos (1999). É considerado, juntamente com Lu Chuan, Ning Hao e Xiao Jiang, um diretor preocupado com o "grande público". Em Flores do amanhã, ele retrata os conflitos sociais e políticos dos últimos 30 anos na China (1975 - 2005), a "revolução cultural", a morte do líder da revolução chinesa (1949), Mao Tsé-tung (1976), o afastamento da chamada "gangue dos 4" do poder, a ascensão de Deng Xiaoping e todo o processo de abertura da economia chinesa e modernização do país, mas, tudo isto feito com muita sutileza.

A história se passa em uma pequena comunidade da China, em que o pai, artista plástico preso e torturado durante a "revolução cultural", retorna para casa onde seu filho já não o conhece e ele (o pai) já não pode exercer sua profissão, por perda do controle das mãos, provocado pelas tortura durante a prisão. No conflito de um pai que quer impor seu sonho ao filho, vão aparecendo, lentamente, os conflitos de uma nova China, com seus métodos, novos interesses e novas formas de convivência social.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Produtora faz doação à F2J

A produtora de cinema, a baiana Solange Lima, proprietária da Araçá Azul Cinema e Vídeo, doou para o acervo audiovisual da biblioteca da Faculdade 2 de Julho um exemplar do DVD - 40 anos em 10 curtas - Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Solange tem entre os filmes já produzidos títulos como: Tita, de Cacá Diegues; Canudos, de Sérgio Rezende; e, Três histórias da Bahia, a trilogia que promoveu a "retomada" do cinema feito na Bahia.
Entre os 10 curtas do Festival de Brasília estão dois de diretores baianos: Edgard Navarro, com Porta de fogo (1984), e José Araripe Jr, com Mr. Abrakadabra! (1996). Edgard estreiou seu primeiro longa, Eu me lembro (2005), ganhando sete prêmios Candango no Festival de Brasília. Araripe também estreiou seu primeiro longa, Esses moços, em 2007.

II POLICOM realiza mesa-redonda: Cinema brasileiro e novos públicos



O cinema e audiovisual esteve presente no II POLICOM de forma expressiva, seja através da exibição e discussão de filmes, seja através dos diversos debates.
Um dos momentos importantes do encontro foi a mesa-redonda, realizada na tarde de 4ª feira, às 15h00, sobre Cinema brasileiro e novos públicos. A mesa contou com a presença da produtora baiana Solange Lima, proprietária da produtora de cinema e vídeo Araçá Azul, e do cineasta Geraldo Moraes, gaúcho radicado em São Paulo, ex-presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), ex-professor de jornalismo e cinema da Universidade de Brasília (UnB). Geraldo foi ainda o primeiro secretário do audiovisual brasileiro, secretaria criada pelo então ministro da Cultura, Antônio Houaiss, além de coordenar a regulamentação da Lei do Audiovisual.
A discussão foi rica e elucidativa, tendo como suporte a competência e vivência dos participantes em relação ao tema, bem como a participação entusiasmada do público presente ao evento. A mesa foi coordenada pelo professor Augusto Sá.

Cine em Debate e II POLICOM homenageiam o cineasta Glauber Rocha


O Cine em Debate e o II POLICOM prestaram homenagem ao cineasta baiano, ex-aluno do Colégio 2 de Julho, Glauber Rocha, que estaria fazendo 70 anos este ano. Diariamente, durante o II POLICOM, foram exibidos seus filmes Deus e o Diabo na Terra do Sol e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. No terceiro e último dia do encontro, foi exibido o filme Glauber – Labirinto do Brasil, do cineasta gaúcho Silvio Tendler. Lançado em 2004, após uma espera de mais de 20 anos para que a mãe de Glauber retirasse da Justiça a ação que impedia a divulgação da obra, o documentário retrata a vida e morte do escritor, cineasta, produtor e agitador cultural, contendo depoimentos dos seus principais amigos e cineastas do Cinema Novo. Após a exibição do filme, formou-se uma mesa-redonda, coordenada pela professora Verbena Córdula, contando com a presença dos professores Ana C. Pantoja e Augusto Sá que debateram a herança deixada por Glauber para o cinema brasileiro contemporâneo.